Monumentos

Monumento “Anjo Caído”

anjo caido

Canal Palmer

O engenheiro Leger Palmer, de nacionalidade francesa, chegou a Cabo Frio na segunda metade do século XIX. Após obter o monopólio da navegação a vapor na Lagoa de Araruama, construiu uma grande e moderna salina em São Pedro da Aldeia (antiga salina natural dos índios).

Entre 1875 e 1880, para facilitar o transporte do sal embarcado até o porto da cidade de Cabo Frio, tratou de desobstruiu os baixios que dificultavam a navegação na lagoa abrindo um canal com três seções no leito do Itajuru; Ilha do Anjo (antiga salina Estacada), Saco da Mata Figueira e Ilha da Conceição (antiga salina do mesmo nome).

No início do século XX, esta importante obra de engenharia naval que havia diminuído o tempo da viagem e aumentado a carga dos navios, já estava assoreada e o transporte na Lagoa de Araruama voltara a ser precário. O governo do Estado do Rio de Janeiro instituiu uma sobretaxa ao imposto do sal para retirar a areia acumulada no fundo do canal e construir muros de arrimo nas margens, cujas obras terminaram em 1903.

O Anjo caido

Em 1904, o vereador Anastácio Novellino obteve a aprovação da Câmara Municipal de Cabo Frio e batizou oficialmente esta via lacustre artificial como Canal Palmer, em homenagem ao pioneiro engenheiro francês. Cerca de três anos depois, ergueu—se o monumento do “Anjo” colocado no leito do Itajuru próximo a antiga salina Estacada, em comemoração a reabertura da navegação do canal.

Trata—se de coluna cilíndrica em estilo coríntio, com nove metros de altura, no topo da qual existe a figura de um anjo com as asas abertas e o braço erguido, simbolizando a vitória do homem sobre a natureza.

Em 1930, por falta de conservação, o Canal Palmer novamente achava—se assoreado e impedia a passagem de embarcações maiores. Dez anos depois, o Departamento Nacional de Portos e Navegação considerava inviável a desobstrução desta via artificial, em função do custo altíssimo da dragagem. Por falta de conservação, também, aliada a intensa corrente do Itajuru, o monumento comemorativo da reabertura do canal foi se inclinando aos poucos e passou a ser conhecido como “Anjo Caído” na década de 60, até desabar na lagoa em 1979.

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