Prédios históricos

Conjunto arquitetônico do Convento de N. Sra. dos Anjos e Capela de N. Sra. da Guia. Parte II

Em 1920, a liberação do sequestro aos bens dos franciscanos Provincial que fora imposto pelo governo brasileiro, fez com que o vendesse “todo o terreno do morro e a capela da Guia” ao último sindico Dr. Ciro Gornes. Os religiosos continuaram proprietários do convento, enquanto o comprador assumiu algumas restrições relativas a construção de prédios na testada e nas laterais do imóvel.

Tombamento

Em 1937, a SPHAN – Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tombou o Convento, a Igreja e o Cruzeiro, iniciando a restauração da Igreja 11 anos depois, e que, mais tarde, foi estendida ao Convento.

Em 1958, a SHPAN também tombou a Capela N. Sra. Da Guia (que foi restaurada), a Igreja e o Cemitério da Ordem Terceira de São Francisco. A proteção federal alcançou ainda o adro e toda área livre em frente e atrás do convento, incluindo o largo de Santo Antônio e o morro da Guia, com faixa de proteção situada no entorno da planície de 100 m.

Em 1968, a SPHAN assinou convenio com a Mitra Diocesana de Niterói para instalar o Museu de Arte Religiosa e Tradicional no Convento, tendo validade por um período de 50 anos. Ainda em 1968, a administração do Prefeito Hermes Barcelos urbanizou o largo Santo Antônio e realizou obras viárias no adro do convento. Três anos depois a administração do Prefeito Otime dos Santos comprou o morro do Itajuru e a Capela de N . Sra. da Guia, com o objetivo de reintegra-los ao patrimônio público e melhor conserva-los.

Em 1980, a primeira administração do Prefeito Jose Bonifácio Ferreira Novellino elaborou e enviou a Lei de Zoneamento e Parcelamento a Câmara Municipal. A legislação foi aprovada e considerou o morro da Guia e o conjunto arquitetônico do Convento de N. Sra. dos Anjos como patrimônios culturais de Cabo Frio.

Nesta área, o uso do solo após receber parecer favorável da SPHAN — passou a ser submetido ao exame e a aprovação do CMDU —Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano.

Em 1981, a referida administração municipal reformou a capela de N. Sra. da Guia, iluminou sua fachada e plantou um bosque na baixada entre o convento e o acesso à Ponte Feliciano Sodré.

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