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Ponte Feliciano Sodré – Parte 2

Foto: Wolney Teixeira

Notícias deste uso no século XIX. Carros-de-boi, carroça, homens a cavalo e a pé cruzavam este estreito assoreado, aproveitando-se da maré vazante tal como faziam os índios.

Apesar do desenvolvimento da produção salineira no final do século XIX, a Cidade de Cabo permanecia ilhada na restinga. Graças aos esforços da Câmara Municipal e do farmacêutico Porto Rocha, o Governo do Estado do Rio de Janeiro começou a construir uma ponte de ferro sobre o estreito de Itajuru, próximo a Cidade .

Em 1898, inaugurou-se a obra de projeto inglês e levantada por operários espanhóis, que ligava o Morro da Guia ao do Telegrafo e aproveitava os pegões abertos na rocha pelo Major Bellegard, no início do século.

Durante um conserto realizado com o emprego de macaco hidráulico em 1920, a ponte de ferro desnivelou e desabou.

O desespero dos cabofrienses foi enorme e crescente: em 1923, o jornal “ O Industrial” chegou a pedir a construção de uma “ponte de pau” ao representante do governo brasileiro que visitava a Cidade .

Nesse mesmo ano, o Ministério da Viação e a empresa Christian S. Nilsen mandaram técnicos a Cabo Frio para estudar o projeto da nova ponte.

Anastácio Novellino, Prefeito de Cabo Frio no periodo 1924 – 1926, empenhou-se junto a Feliciano Sodré, Presidente do Estado do Rio de Janeiro, na construção da nova ponte e na abertura da estrada de rodagem entre a Cidade e São Pedro da Aldeia. Mas, as relações entre a principal autoridade municipal e a estadual se deterioraram por causa do atraso das obras e do desvio de materiais, pelo governo do Rio de Janeiro.

Em 14 de Julho de 1926, sem convidar Anastácio Novellino, Feliciano Sodré acompanhado de comitiva estadual, inaugurou a estrada Cabo Frio – São Pedro da Aldeia e a ponte de cimento armado que foi batizada em sua homenagem. Suportando o peso de até seis toneladas, os veículos passavam cada vez em urna direção. Tratava-se do maior vão livre do Brasil na época, o que permitia a navegação dos veleiros de sal pela sua parte central.

O Prefeito de Cabo Frio foi cassado pela Assembleia Legislativa em novembro de 1926.

Durante muito tempo, a ponte Feliciano Sodré foi a única entrada e saída rodoviária da Cidade. Em meados da década de 50, o Governo do Estado de Rio de Janeiro levantou um aterro e construiu uma ponte no Baixo Grande – antiga “passagem dos Tupinambá”, criando novo acesso rodoviário a Cabo Frio e Arraial do Cabo.

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