Pesquisa

Sítios arqueológicos pré-históricos de Cabo Frio

Sambaquis

Tratam-se dos sítios arqueológicos pré-históricos mais antigos da Baixada Litorânea Fluminense e um deles do Estado do Rio de Janeiro, que evidenciam as estadias precursoras dos pequenos bandos nômades de famílias aparentadas nos municípios de Cabo Frio e Armação dos Búzios. Entre cerca de 6.000 e 1.800 anos antes do presente, grupos de até 35 indivíduos acamparam junto aos nutritivos bancos de moluscos da região até quase esgotá-los. Além da coleta, sua economia baseava-se na pesca e caça. Dentro do trecho cabofriense da APA do Pau-Brasil, os Peroana, Meio, Boca da Barra, Morro do Chapéu e Morro do Vigia acham-se em bom estado de conservação ou intactos. Por outro lado, dentro do mesmo território municipal, mas no entono da APA do Pau-Brasil, os três sambaquis superpostos do mono dos Índios acham-se bom estado de conservação e o da Duna Boavista intacto.

Embora dentro da APA do Pau-Brasil, no município de Armação dos Búzios, não existam sambaquis preservados, no entorno dessa Unidade Estadual de Proteção Ambiental, assentam-se não só os sítios arqueológicos pré-históricos Geribá I e II, e Tucuns I e II, apesar de seus estados de conservação serem péssimos a recente descoberta do intacto sambaqui do Itauá nessa mesma área.

Aldeias e acampamentos de pesca

Tratam-se dos respectivos sítios arqueológicos de moradia de recursos alimentares marinhos da semi-nômade etnia tupi-guarani, que substituiu os bandos nômades precursores na ocupação da Baixada Litorânea Fluminense a partir de 1800 anos antes do presente e se estendeu por considerável trecho costeiro da região sudeste, mas dela foram expulsos ou mortos pelas tropas portuguesas entre 1550 e 1575, ou no período histórico, quando chamavam a si próprios de Tupinambá.

Dentro da área cabofriense da APA do Pau-Br4asil, não existem aldeias, mas, no seu entorno, estão os possíveis acampamentos de pesca do moro dos Índios e da Duna Boavista, segundo deduz-se da comunicação pessoal de Octacílio Ferreira (1980) sobre os cacos de cerâmica indígena que encontrou nessas elevações litorâneas três décadas antes. Por outro lado, dentro da área buziana da APA do Pau-Brasil, encontra-se a aldeia extinta da “Tapera ou “Itapeba” na Bahia Formosa, conforme assinala uma fonte histórica primária do período colonial, embora ainda careça de comprovação material por falta de levantamento de superfície em campo.

E, afinal, no entorno da área buziana da APA do Pau-Brasil, estão os prováveis acampamentos de pesca não só de Geribá I e II, mas, também, de Tucuns I e II, conforme deduz-se dos cacos de cerâmica indígena descobertos no solo desses sítios arqueológicos pré-históricos.

 

LINK PARA DOWNLOAD DA APOSTILA COMPLETA (DIGITALIZADA)

Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

To Top